quinta-feira, 23 de julho de 2009

Companheiras

Abri minha bolsa hoje pela manhã antes de vir para o trabalho e encontrei uma sacola de plástico. Dentro dela, uma revista. Observei que ainda havia outra revista dentro da bolsa. E que a bolsa estava em cima de...sim, mais uma revista.


Conforme já disse em outros momentos (vale a pena ler de novo) sempre fui aficionada por revistas. De todo tipo, de qualquer assunto. E acho bastante interessante como um conjunto de folhas de papel colorido podem se tornar algo tão fundamental na vida de uma pessoa.

Em média, manuseio (afinal, também leio pela internet) cerca de quatro revistas por mês, considerando que esqueci de renovar a assinatura da minha revista semanal. Senão eram mais quatro. Tem livros fazendo aniversário na prateleira do meu quarto sem terem sido lidos. Revistas não passam mais de dois ou três dias na minha mesa sem que eu dê uma olhada.

Prefiro bancas de jornal à Disney. Sei que quando chego à banca sem uma idéia prévia do que comprar, posso passar horas lá dentro, torrando a paciência do jornaleiro. Por isso costumo acessar o site das minhas revistas favoritas e, então, decidir qual comprar. As outras, leio o conteúdo no site mesmo.

Acho que o que vale mesmo é ficar bem informada. E bem informada sobre tudo, desde os assuntos relevantes no planeta até as pequenas futilidades que compõem a vida (e as revistas) das mulheres. Uma boa revista é fundamental na minha bolsa. E com essa moda de bolsas grandes, qualquer uma cabe. Uma viagem de quase duas horas da minha casa até o trabalho parece bem mais curta com uma revistinha em mãos.
E pra você, qual o valor de uma revista?

terça-feira, 21 de julho de 2009

Trabalho

Boa tarde pessoas! Sentiram minha falta? rs

Quem acompanha meu twitter sabe que estou de emprego novo. Agora trabalho em uma assessoria de imprensa, com contas voltadas para o lado cultural da vida. Parecia tudo um sonho, mas ainda não sei direito o que achar..


Estou fazendo um überesforço para me lembrar se nos primeiros dias de Infraero eu me senti assim, meio desmotivada. Realmente não consigo recordar desses momentos. A questão é que eu muitas vezes não tenho nada pra fazer por aqui. E isso para uma jornalista é o fim da picada!

Lá na Infraero em muitos momentos eu também não tinha absolutamente nada pra fazer. Ainda mais depois das 21h... Mas aqui acontece demais!

Outra: estou com necessidade quase fisiológica de escrever alguma coisa. E confesso que foi por isso que resolvi retomar o blog, com força total. Aqui sou assessora: faço mailing, follow up, clipping e outras tantas palavras em inglês que ninguém sabe a real função.

Acredito que o jornalista que se vale de informações prontas vindas da assessoria é nada mais, nada menos, do que um grande folgado. Por exemplo: semana passada divulgamos um evento muito bacana (juro que não é papo de assessora; era bacana de verdade). Mandamos releases e fizemos follow de muitos veículos de imprensa, muitos mesmo. Sabe quantas equipes de jornalistas foram cobrir o evento? Sete!

Todo mundo estava ciente, mas apenas sete veículos se interessaram em ir ao evento. Os outros se contentaram com informações, de textos à fotos e vídeos, cedidos por nós. E estou falando de gente grande..

É nessas horas que eu penso que estou realmente aprendendo muito com meu estágio. Principalmente se a realidade nua e crua for essa mesmo: o jornalista esperando matérias caírem do céu. Numa chuva de releases...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Marabá

E eu fui conhcer o Marabá, o cinema antigo com cara de novo. E realmente a reforma fez bem ao novo multiplex, e espero que também faça bem ao centro de São Paulo, que nos anos 50 abrigava a chamada Cinelândia, com mais de vinte salas.

Inaugurado em 15 de maio de 1945, o Marabá pertencia ao empresário Paulo Sá Pinto, um dos maiores exibidores do país. O primeiro filme que foi exibido na sala, Desde que partiste (do mesmo produtor de ...E o vento levou) gerou filas enormes do lado de fora do cinema, de paulistanos que tinham como principal diversão acompanhar as histórias projetadas nessas salas, verdadeiros espetáculos a parte.

No entanto, em meados da década de 1950, o número de frequentadores dos cinemas caiu bastante, devido à chegada da TV e o aumento no valor dos ingresssos. A queda foi ainda maior nas salas do Centro, como o Marabá, desde que a região se tornou mais perigosa. Várias salas fecharam, ou se renderam à exibição de filmes pornográficos.

Contudo, alguém havia de se reerguer. Oferecendo 1.036 lugares ( 799 a menos do que no passado), o Marabá reformado conta hoje com cinco salas e exibe filmes do circuito comercial, contrariando muitos cinéfilos que esperavam por uma programação mais "cult". Mas o lugar já é tão banhado de história que é "cult" por si só.

Ao adentrar no saguão, igualmente fugindo da chuva como os cinéfilos da foto de 1951, me deparo com o encontro entre clássico e moderno, e era somente o começo. Compro meu ingresso para A Era do Gelo 3 (crítica em breve) e – óbvio – me dirijo para a bomboniere, uma das três que o multiplex abriga.

Compro minha pipoca (algo impensável há cinquenta anos atrás. Só eram vendidos bombons e balas) e vou em direção à sala 1. Aqui, pausa para uma breve reclamação: as normas da casa pedem conferência de ingresso duas vezes antes de entrar na sala para ingressos de estudante. Pessoas familiarizadas com o conceito de "bolsas femininas" sabem que encontrar ingresso+identidade+carteirinha da faculdade, isso tudo segurando uma pipoca grande, pode ser bem demorado.

Porém esse leve nervosismo passou quando entrei na sala 1, a que preservou a chamada "boca de cena" do antigo cinema. Ela conta hoje com 447 assentos e sistema Dolby Digital 3D. Funcionários simpáticos me entregam os óculos para que eu possa ver o filme na nova projeção. A sessão foi perfeita, e sinceramente espero ter a oportunidade de voltar ao novo-bom e velho Marabá para ver Up, em setembro.

Testando o post por email...um viva a tecnologia que me permite postar do trabalho..! \o/