quinta-feira, 2 de setembro de 2021

sexta-feira, 16 de março de 2018

Sup Cronnicas http://bit.ly/2DudE6g Carolina Porne

sábado, 12 de março de 2011

Resquícios do Carnaval

- Alô?
- Bem! Liga a TV na Band!
- Na Band? Por quê, meu amor?
- Porque eu vou aparecer! Estou no sambódromo!
- O quê???
- No sambódromo. Liga a TV aí que eu preciso desligar agora. Beijo!
- Beijo...

E foi assim que meu pai avisou ontem minha mãe e eu que estava na avenida paulista do samba. Falando sobre a avenida Paulista. Meu pai saiu em uma ala um pouco antes das baianas, na Camisa Verde e Branco, escola que subiu do grupo de acesso para o grupo especial. As campeãs desfilavam ontem no Anhembi, e a gente nem podia imaginar que meu pai estaria por lá.


A alegria do samba mordeu meu pai de novo. Minha mãe, inconformada, ficava falando que ia falar um monte para ele. Eu só dava risada.

Duas ligações perdidas no meu celular. Meu pai também tentara avisar a filha, sabia que eu ficaria feliz. A transmissão da Band acabou sem mostrar meu pai, cortando o desfile da Camisa para passar o Jornal da Noite. Uma pena, queria ter visto seu Rubens na avenida.

Mandei uma mensagem para ele antes de dormir, dizendo que não o tinha visto. Ele me respondeu uma hora depois, dizendo que estava feliz, que tinha sido ótimo e que estava voltando para casa. O Carnaval acabou para seu Rubens, mas ele não deixou de vivê-lo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Foi o que eu escolhi para mim

Quatro anos de faculdade depois, ela se vê sem emprego, em casa, com a avó chata fazendo barulho na cozinha. Fica de pijama até meio dia (trocar de roupa pra quê?). Seus pais acham que ela devia ir procurar um emprego no banco, no aeroporto, em qualquer lugar. Acham que ela está muito deprimidinha em casa, que precisa ocupar a cabeça.

Um curso de inglês, conversação, para fazer voltar o conhecimento que se perdeu, mais de mil reais por mês. Um absurdo! Ela não quer que eles paguem tudo isso. Ela chega a se arrepender de ter feito a faculdade, que saiu umas cinquenta vezes mais caro do que o bendito curso. Sair do país para um intercâmbio? Dá até medo: se não voltar fluente, mais dinheiro jogado fora. E um mês perdido na busca por um emprego. É difícil essa vida de investimento futuro: eles investem, e se você não paga o pato, está dando prejuízo.

Não que eles cobrem o dinheiro gasto. Não, não cobram. Mas ela sente o peso da expectativa em seus ombros. Antigamente era assim, fazia-se uma faculdade e estava empregada. Hoje o mundo mudou. E por mais que ela tenha suas qualificações, está em casa. Sem rumo, e a beira do desespero.

O computador ajuda na caça às vagas, no envio de currículos, na busca por trabalhos freelancers. Ela não consegue segurar uma lágrima, que cai na letra J. J de Jornalismo. Foi o que eu escolhi para mim, e é o que eu vou fazer. Ou é pecado querer fazer o que gosta?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mulher estranha, ridícula e maravilhosa

E ontem foi Dia Internacional da Mulher. E aniversário da Hebe também. Bom, parabéns para ela mas não é sobre as 81 velinhas que ela soprou ontem que vou falar hoje. E sim sobre ser mulher.


Ser mulher é ao mesmo tempo maravilhoso, estranho e ridículo. Nós, mulheres, menstruamos, e isso é estranho. E, por causa disso, sentimos cólicas e tonturas, por exemplo, além de ficar sangrando, o que é ridículo já que estamos muito bem de saúde. Só que podemos usar tudo isso como desculpa para não ter que fazer algo que não queremos, e isso é maravilhoso. Só não faça isos no seu primeiro ano de emprego, e nem todo santo mês ok?

Mulheres usam maquiagem, e assim podemos ficar maravilhosas, estranhas ou ridículas. Nós também vamos com uma certa frequência ao cabeleireiro, e ficamos por lá por tempo bem acima do aceitável pelos homens. Em duas horas no salão podemos ficar bem estranhas (quem já fez luzes sabe...ficar com aquele monte de papel alumínio na cabeça é dose...) e podemos sair de lá ridículas ou maravilhosas, depende do artista que deixamos colocar as mãos no nosso precioso cabelo.

Em pesquisas recentes também foi provado que nós estudamos mais do que os homens, o que é maravilhoso, só que continuamos ganhando menos do que eles para executar as mesmas tarefas, o que é bem ridículo. E tem gente que ainda acha estranho mulher caminhoneira, taxista, mecânica... Sou partidária do ditado que diz "nós fazemos tudo que os homens fazem, e em cima do salto".

Bom, todo esse momento de auto e geral exaltação da mulher na verdade é um chacoalhão em mim mesma. Eu deixei de ter a força que eu tinha, e percebi isso ontem. E quero voltar a tê-la. Escrever é o primeiro passo para encontrar a Carolina Mulher de Verdade perdida dentro de mim. Estou apenas começando...

"Nada lhe pertence mais do que os seus sonhos"
Nietzsche

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carolvalesca

Minha relação com o Carnaval não nasceu ao ligar a televisão esta noite. Confesso que sempre admirei o Carnaval pela sua beleza, suas cores. Tenho escolas favoritas, tenho parente que chora ao ver desfile, sou uma das poucas da minha espécie que, com 21 anos, sabe sambar, e em cima do salto de preferência.


No entanto, não me imagino desfilando em uma escola, em cima de um carro alegórico e com uma roupa menor que as que eu uso para ir à praia. Um dia gostaria de assistir ao desfile ao vivo, e neste ponto (talvez somente neste) deixo-me ser mais carioca que paulista. Queria ver o Carnaval na Sapucaí, queria ver o desfile da Beija-Flor, queria cantar até perder a voz.

Desfile da Beija-Flor ano passado. A escola é a última a desfilar hoje.

Samba é um ritmo delicioso. Pagode, para mim, é detestável, mas samba é tudo de bom. É brasileiro, fruto de misturas, como cada um de nós. Tenho para mim que não existe brasileiro imune a esse ritmo. Pode ser gótico, punk, emepebista, funkeiro, o que for. E pode até não saber sambar. Levante seus indicadores para o céu, mexa seus pés ao ritmo da música e considere-se contagiado.

Já vivi vários carnavais, bem diversos. Já comecei o feriado sabendo cantar metade dos enredos de todas as escolas. Já viajei de sexta-feira a noite e fiquei horas na estrada. Já aprendi e viajei no sábado de manhã, ainda curtindo os samba-enredos. Já me perguntei porque eles tem títulos de pelo menos duas linhas. Já viajei para retiro espiritual. Já trabalhei todos os dias e folguei na quinta-feira, quando a festa acabou. Já morguei em casa o feriado inteiro, ficando deprimidíssima quando a apuração acabou. Já xinguei nota baixa para a Beija-Flor. Já comemorei cada 10 que receberam.

Enfim, esse é o meu Carnaval. Uma festa que para o país, que continua começando a trabalhar só depois que da quarta-feira de cinzas. E o seu Carnaval, como costuma ser?

Liberando minha criatividade

"Love is a bird, she needs to fly", já dizia Madonna. Penso o mesmo em relação a criatividade. Presa, ela não vale absolutamente nada, não cumpre sua função. E percebi minha criatividade um tanto reclamona nos últimos meses.


Antes de dormir, momento que separo para colocar minhas ideias no lugar, percebi que estava cometendo um grande erro. Ideias não são feitas para serem colocadas no lugar, em caixas etiquetadas. Ideias existem para serem livres, saírem por aí fazendo a diferença. Não só na minha vida, mas na de qualquer pessoa.

Confesso escrever este texto sem nenhuma pretensão, pela pura e simples vontade de brincar com as palavras. Contudo, se eu puder mudar a vida ou pelo menos fazer alguém pensar hoje com essas palavras, minha missão está cumprida. As letras se uniram compondo palavras e frases. Minha criatividade está a solta: cuidado.

PS: para ouvir e ver o clipe de Frozen, clique aqui.

domingo, 6 de março de 2011

Deu vontade de escrever...e só

Foi isso que me deu, vontade de escrever. Vontade de brincar do meu jogo favorito, que é brincar com as palavras. Já disse outra vez: espaços em branco me deixam profundamente incomodada. Então, tomo a liberdade (e um momentinho da sua paciência) para preencher este aqui.


Faz muito tempo que não atualizo este blog tão querido, e que para mim tem uma importância enorme. Deixei de lado por causa da falta de tempo, falta de assunto e, principalmente, falta de vergonha na cara. Afinal, muitas vezes eu fico na frente do computador conversando no MSN e nem penso em escrever aqui. Fico digitando letras que não permanecem, enquanto aqui posso imortalizá-las.

Só que há uma questão que não cala, uma conversa que tive uma vez. Disseram-me que não vale a pena escrever quando não se tem nada para dizer. Eu não tenho nada para dizer, e também não tenho mais o que fazer, mas não vou deixar de escrever por isso. A escrita é um excelente exercício, que precisamos praticar a cada dia. Escrever e ler.

E antes que o fluxo de consciência me leve para bem longe daqui, vou procurar um assunto para falar. Não porque seja preciso, afinal escrevi x parágrafos de absolutamente nada. Escrevi sobre o que estou pensando, e nesse momento minha mente relaxa embalada pelo samba do Carnaval. Carnaval de quem não samba, curtido em casa, na frente da TV. E antes que eu desembeste a falar de novo, criando alegorias que não precisam ser criadas (e só ligar a TV que você poderá admirar o mesmo que eu), vou embora. E não sei quando eu volto. Será que ainda hoje?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Aviso de pausa

Pessoas, só passei por aqui para me explicar (acho que se vocês procurarem, vão encontrar posts meus me explicando todo ano, todo mês...). Enfim, a realidade é que eu entrego meu TCC na próxima sexta-feira, dia 19. Aceito orações, abraços e mensagens positivas até lá.

Portanto na próxima semana não darei as caras por aqui. Minha vida está regida por...


- roteiros a adaptar
- viagem a fazer
- relatório a completar
- agradecimentos e dedicatória para pensar
- CDs para gravar
- vírus para tirar do pendrive

Não sei se disse, mas estou trabalhando (junto com o Rafa e com o José) em um radiodocumentário sobre a extinta Estrada de Ferro Central do Brasil. Está ficando bem bacana, valendo a pena. Mas também está me tomando bastante tempo, essa reta final é complicada...


Bom, nos vemos no final de semana que vem, mas deixo vocês com uma obra prima da música brasileira que estará em meu projeto: Villa Lobos em O Trenzinho do Caipira. Para ouvir de olhos fechados e viajar com ele...

sábado, 6 de novembro de 2010

Roupa suja se lava em casa

Os leitores não-guarulhenses que me perdoem, mas hoje é dia de falar com o pessoal daqui. Mas, quem quiser nos emprestar o ombro, encosta aqui neste post.

Quem frequenta o Shopping Internacional já viu a Casa Saraceni. Sabe aquela casa no centro do estacionamento? É ela.


Nunca passou nem na frente do Internacional? Então você não terá a oportunidade de ver este patrimônio histórico da cidade. A Casa Saraceni foi demolida esta noite.


Para quem não conhece essa história, como eu mesma não conhecia, vou contar: a casa foi adquirida pelo imigrante italiano José Saraceni para estabelecer sua fábrica de polainas, sandálias e artigos de couro. Ao redor da casa se estabeleceu a Vila Operária, com casas e uma escola para os trabalhadores da fábrica.

Em 1973 a chácara foi vendida à Olivetti. A vila operária foi demolida, mas a empresa decidiu preservar a chácara e o quintal da família Saraceni, que foi tombada pelo patrimônio histórico municipal em 1990.

Mas, dez anos depois, o grupo Internacional, novos administradores do terreno, entra com pedido de demolição da casa. Para aumentar o estacionamento do shopping, certamente... E a Casa veio abaixo na última madrugada.

A população guarulhense é quem perde com essa decisão. Mais um pouco de sua história vem abaixo, e cada vez mais ela se perde nos escombros, monumentos mal cuidados ou o trem fedido da praça IV Centenário. E a pergunta é: até quando?


* Leia mais aqui, aqui e aqui também. E obrigada ao historiador Elmi Omar pelo triste, mas importante, aviso.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Queda de pressão


Ontem acabei nem passando aqui pelo blog pois tive alguns problemas na volta para casa. E acho que preciso fazer um adendo no meu Manual do transporte coletivo lotado: a não ser que esteja chovendo - e chovendo muito! - tente manter as janelas do coletivo abertas. Não precisa ser muito, só um pouco já ajuda quem está de pé a ter uma volta para casa mais confortável. Senão...


Pois é, eu tenho pressão baixa, ou hipotensão arterial se quiserem um nome mais científico. E não passo bem em ambientes muito quentes. A vista escurece, o corpo sua frio e quando você percebe...você não percebe mais nada, pois já está praticamente desmaiando.

Não acordei cedo e passei no blog às 6h10 da manhã para me lamentar. Na verdade, quero ajudar quem passa pela mesma situação que eu e já está preocupado com a chegada do verão no mês que vem. O calor dilata os vasos sanguíneos, e isso diminui a pressão sanguínea dentro deles. Reuni algumas dicas boas para quem sofre de pressão baixa passar por "momentos quentes" sem passar apuro:

- A hipotensão arterial pode vir de falta de condicionamento físico sabia? A queda de pressão pode vir de uma hipotensão postural. Se você já sentiu tonturas quando levantou muito rápido, sabe do que eu estou falando. Nesse caso, o que resolve é exercício.
- Beba água todo dia e muitas vezes ao dia. Desidratação faz a pressão despencar.
- Sal debaixo da língua não resolve o problema. Prefira tomar bebidas isotônicas, para repor tanto líquidos quanto sais minerais.
- Se desmaiar, deite. O sangue fluirá mais rápido para o cérebro do que se você ficar sentado ou em pé.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amiga em casa

Hoje li um artigo cujo título era Conversas de irmã fazem as pessoas mais felizes. Ele falava sobre como o ato de conversar era em si fundamental para compartilhar nossos sentimentos e, assim, entendê-los melhor, mas, como as mulheres gostam de mais do que os homens de falar (e ouvir) sobre sentimentos, uma boa conversa com a irmã poderia render mais do que com um irmão, por exemplo.

Isso me deixou pensando um pouco... Ontem mesmo estava afundada em meu TCC (e me recuso a fazer isso agora...só mais meia hora, por favor...) e fui ver o que faltava para o relatório final. Agradecimentos. A quem agradecer pela realização do TCC, tirando o óbvio (Deus, meus pais, colegas de grupo)?


Nitidamente vi a imagem da Gabi, minha irmã, entrando no meu quarto sem bater enquanto escrevia o referencial teórico ou um roteiro ou qualquer coisa assim. Ela abriu a porta, me chamou e me jogou um beijo. Pronto, eu estava motivada novamente. Gabi não precisava nem conversar comigo para entender o que eu estava sentindo. Mas isso acontece agora, depois de anos de conversa.


Quantas noites eu fiquei chateada e minha irmã foi a primeira pessoa que encontrei para conversar? Claro, no passado ouveram noites em que eu tomei o controle remoto da mão dela, ou, com um safanão, ela conseguiu entortar meus óculos. Todo mundo foi criança, e quem tem irmãos sabe o desafio que é passar um dia sem brigar por alguma coisa.


Hoje, vejo que cada briga, bronca ou discussão valeram a pena. Tenho do outro lado da parede uma amiga e tanto, com quem aprendo mais a cada dia. Ontem, Gabi me pediu para escrever um texto sobre pessoas falsas. Hoje, depois de ler aquele artigo, preferi escrever sobre a honestidade de um sentimento: a confiança.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Verdades, por Coronel Nascimento

Eu, como outros seis milhões de brasileiros, assisti Tropa de Elite 2. E sai do cinema sem palavras depois de ver e ouvir o Rio de Janeiro pela ótica do agora Coronel Nascimento (Wagner Moura). Hoje, cederei o espaço para que ele fale um pouco. Afinal, a gente precisa ser chacoalhado de vez em quando, ainda mais em semanas curtas...



A PM do Rio tem que acabar.

Se continuar do jeito que está, melhor deixar pra lá mesmo...


O voto é mercadoria mais valiosa da favela.

Essa nem precisa comentar...quer verdade maior?


Quando o arrego é nada o amor acaba.

Ótima...


Eu ajudaria a criar o monstro que ia me engolir.

Como o David me lembrou, Nascimento tranformou o BOPE em uma máquina de guerra...mesmo...


Nada é tão ruim que não possa piorar.

Máxima de Murphy...


Quando jornalista sente cheiro de furo, ninguém segura.

Deixa pra lá vai...


Para o povo, bandido bom é bandido morto.

Por que programas como o do Datena tem tanta audiência? E isso também aparece no filme!


Nunca me meti na vida da Rosane depois que a gente se separou, mas casar com ele (Fraga, personagem de Adriano Garib) foi sacanagem.

Pobre Nascimento...também achei sacanagem


Esqueci de alguma? Quer relembrar alguma frase do primeiro filme? Comente!

sábado, 30 de outubro de 2010

Britney Spears

Esta loira pode ser louca, mas ninguém no mundo pode duvidar do talento de Britney Spears. Ou pode?


No espaço de tempo entre Madonna e Lady Gaga houve um mini boom de possíveis divas: Britney e Christina Aguilera saindo do Clube do Mickey, Mariah Carey com seus (gritos) agudos , logo depois Shakira (que merece um post aqui em breve) e tantas outras que surgiram para o show business durante os anos 90.

Britney Spears se tornou a queridinha da América com facilidade. Emplacou um sucesso atrás do outro e, para usar um termo bem brasileiro, arrastou multidões. Como se não bastasse a fama e o dinheiro, Britney ainda namorava outro querido: Justin Timberlake.


Contudo, a fama tem como preço a invasão de privacidade. Toda aquela história da virgindade de Britney, que todos achavam ser mentira, que Justin desmentiu... A pergunta é: que diferença faz para quem aprecia o trabalho dela se ela já transou ou não? Isso não muda voz ou capacidade de dançar. Mas muda reputação, que se foi junto com o namorado famoso.

Britney teve outros relacionamentos, filhos, gravou um filme e tudo mais, mas sumiu. E quando aparecia era para dar shows nada agradáveis - bater em fotógrafos e raspar a cabeça foram alguns exemplos. Até que Britney reuniu força para ressurgir e apareceu no Video Music Awards (VMA) de 2007 com figurino curto e visivelmente acima do peso.

Mas Brit passou por cima disso também. Blackout, Circus e as coletâneas que lançou depois trouxeram novos hits. Agora, a cantora pode se gabar de ser o "tema" do episódio de Glee mais assistido nos Estados Unidos (e esperado ansiosamente por esta que vos fala).


Todo mundo tem uma música de Britney Spears que faz parte da sua história, nem que seja a grudenta Oops! I did it again que ficou na cabeça depois de ser tocada repetidas vezes pela prima em uma festa de família. As minhas são Everytime, Overprotected e Circus.

E para você, qual é a sua Britney Spears' song?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ponto de apoio



Ando com tanto sono ultimamente que não consigo me lembrar o que me trouxe até aqui. Estou cansada de tudo. Tudo.

Mas, após mais de 80 dias longe voltei para escrever o octagésimo (é isso? sou péssima com numerais ordenais) post deste blog, que definitivamente não merece a dona que tem. Em um dia como hoje, com dois anos já de existência, esse espaço já deveria brilhar...não? rs

Hoje estava pensando em uma coisa (até comentei com o Rafa - que faz aniversário hoje): às vezes tudo o que nós precisamos é de apoio. A gente sabe que tem força para cumprir determinada tarefa, só precisamos de algo ou alguém que nos motive a continuar e a não desistir quando a fraqueza resolver bater.


Já bater não resolve. Como diz minha chefe, não adianta apontar para o problema, é preciso ajudar a encontrar uma solução. É muito fácil olhar e dizer que está errado, mas ajudar a consertar exige força de vontade. E isso às vezes se perde. Muito chato.

Bom, acho que esse blog já cumpriu seu papel hoje: já deixou sua dona mais leve. Eu, que não prometo mais nada, só afirmo que a ideia maluca de tirar esse espacinho do ar já foi embora com a chuva que acabou de cair. Vou continuar com o Cronnicas por muito tempo ainda...

Preciso de um lugar seguro para poder dizer o que penso sem me preocupar. Como já fiz várias vezes, e quero fazer muitas outras. Um lugar que seja para mim...um apoio.


*Gente, não sei se tudo o que eu disse fez algum sentido. Não vou ler de novo, pois escrevi conforme meu coração sentiu. Espero que tenha dado para entender...ou as pessoas vão definitivamente começar a me pedir atestado de sanidade...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Manual prático do transporte coletivo lotado


1. Entenda que todos estão com pressa de chegar em casa.

2. Empurrar todo mundo para dentro do trem nem sempre significa que vai ter espaço para você lá dentro depois.

3. Lembre-se que há pessoas sentadas que lutaram e conseguiram seu metro quadrado de conforto. Por isso, não fique batendo bolsas ou apoiando as nádegas aonde ela está.

4. Ainda sobre o tema bolsas, se você quer que alguém segure sua bolsa, peça por favor. Se você acha errado estar sentado e uma pessoa parecendo que leva a casa nas mãos ficar em pé, ceda o lugar ou ofereça-se para segurar suas coisas. Se você é apenas uma pessoa folgada que acha que quanto mais você jogar sua bolsa na cara de alguém maior a chance da pessoa segurar todas as suas coisas, está redondamente enganado.

5. Acho que ninguém precisa dizer que ônibus/trem/metrô não são locais adequados para você tocar sua vuvuzela. Por mais patriota que você seja, as chances de você ouvir possibilidades de lugares para guardar sua corneta são bem grandes - e desagradáveis.

6. Se alguém puxar papo com você no coletivo, responda. Grandes amizades podem se formar em momentos de adversidade (ou você pode entrar em grandes roubadas também). Em dias de transporte lotado, puxe conversa. O ônibus/trem/metrô vai chegar mais rápido.

7. Lanche dentro do coletivo? Se estiver lotado, nem pensar em saborear aquele lanche de frango que você comprou na Luz. Pedaços embebidos em maionese podem cair em pessoas que nada tem a ver com a sua fome fora de hora.

8. Música. Tema polêmico dentro dos coletivos lotados. Se você gastou uma nota preta e comprou seu mais moderno MP357, encheu de pagode e forró, mas esqueceu os fones em casa, mantenha o aparelho desligado. Ninguém tem culpa do seu péssimo gosto musical (mas o conselho também vale para roqueiros, mpbeiros, popeiros, axézeiros, funkeiros...um fone de ouvido não é tão caro assim, poxa...)

9. Se você aderiu ao sedentarismo e vai esperar uma boa oportunidade de subir "aquela escada" pela opção rolante, parabéns! Mas saia da frente de quem prefere ir andando, ok?

10. Depois de um dia exaustivo, o que mais queremos é a nossa cama. O ombro do passageiro ao seu lado não é seu travesseiro, vale lembrar...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mago listrado

Se tem uma coisa que eu tenho escutado bastante quando o assunto é Copa do Mundo é "zebra".
E não é porque a Copa é na África...

Talvez até seja. Esse campeonato está cheio de zebras. Quem diria que a Eslováquia se classificaria para as oitavas de final? E mais: que mandaria a atual campeã, Itália, para casa mais cedo?!

Vamo tutti pra nuestra casa ver Passione na tela!

Enfim, antes que alguém me mande calar a boca, vou direto ao assunto (será que Galvão Bueno precisa de um blog para suas filosofias?): estamos felizes com a classificação da Eslováquia. Porque simplesmente amamos zebras.

Novamente não estou falando dos animais fofinhos que correm pelas savanas. Gostamos das zebras futebolísticas, de jogos ganhados de virada ou pelo time mais fraco. Se forem os dois, melhor. Nossa emoção vai a mil! O famoso "torço para quem está ganhando" perde o sentido.

Cena comum: jogo Eslováquia x Itália sendo assistido na empresa. Deveria ter uma centena de pessoas naquele espaço...e, sinceramente, só vi uma realmente torcendo para os azzurra. Todos queriam Eslováquia: gritavam, xingavam o juiz e vibraram com cada um dos gols que montou o placar que levou Canavarro e sua turma de volta para a casa.

Todos queriam a tal zebra. A mudança. Algo diferente para animar essa Copa de times tão iguais. Queremos mais jogos como esses, que nos façam passar nervoso! E não queremos que o Brasil precise virar uma zebra para recuperar sua auto-estima. Acho que nem preciso comentar sobre a partida de hoje...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Comboio de amizades

Da série "coisas que só acontecem comigo".


Devido a minha criação guarulhense, acho que tenho uma veia caipira saltada. E isso me faz gostar de uma boa prosa e - quer isso seja bom ou ruim - acreditar nas pessoas. Para vir ao trabalho, pego dois trens, dois metrôs e um ônibus intermunicipal. Uma viagem e tanto, que se tiver companhia se torna mais agradável, certo?

Pode ser que sim. Mas os homens ultimamente tem interpretado minha samaritanisse da Grande São Paulo como "ser fácil". Os três últimos caras que eu conheci na volta para casa foram super simpáticos comigo, mas me ligaram ou mandaram mensagens no dia seguinte com segundíssimas intenções. Caipira pira pora, porque foi confiar nos outros?

Que as verdadeiras amizades surgem na adversidade, todo mundo sabe. E, pelo menos na minha vida, não há momento mais adverso do que encarar uma lotação cheia parecendo uma sardinha enlatada. Foi em uma noite como essa (sim, noite, com pessoas suadas, pagode alto e tudo que você tem direito, afinal você está PAGANDO por isso...) que conheci Morena.

Até hoje não sei o verdadeiro nome de Morena, e a encontrei algumas vezes - novamente no ônibus ou na lotação - depois desse dia sardinhento. Ela também desconhece a minha graça, e me chama de Angelina. Colocou na cabeça que eu sou a cara da mulher do Brad Pitt e não há Cristo que há faça mudar de opinião. Melhor pra mim, que fico com a auto-estima lá em cima.

Enfim, acredito que de todas as minhas amizades de andanças, a mais sincera foi Morena. Confesso que passei muitos anos da minha vida achando que não podia confiar tanto nas mulheres: sou uma delas e sei que vivemos à base de fofoca e chocolate. Só que os últimos acontecimentos no transporte coletivo estão me fazendo mudar de opinião. Um viva às mulheres, que não pedem o seu telefone (nem ligam pra ter certeza de que é o seu número ou para saber se você está de bobeira em casa em um sábado à tarde), que não mandam SMS melosos dizendo que acordaram pensando em você e nem dizem o quanto você ficou linda em um vestido. Bom, essa elas até fazem de vez em quando...


P.S.: Olá! Se você é homem e me conheceu em qualquer uma das fases de transporte coletivo que eu percorro para chegar ao meu doce lar, tome este recado para você. Com um adendo: eu tenho namorado ok? Beijos e, se for pra me cantar porcamente, nem liga.