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quinta-feira, 2 de setembro de 2021
sexta-feira, 16 de março de 2018
quinta-feira, 7 de julho de 2016
sábado, 12 de março de 2011
Resquícios do Carnaval
- Bem! Liga a TV na Band!
- Na Band? Por quê, meu amor?
- Porque eu vou aparecer! Estou no sambódromo!
- O quê???
- No sambódromo. Liga a TV aí que eu preciso desligar agora. Beijo!
- Beijo...
E foi assim que meu pai avisou ontem minha mãe e eu que estava na avenida paulista do samba. Falando sobre a avenida Paulista. Meu pai saiu em uma ala um pouco antes das baianas, na Camisa Verde e Branco, escola que subiu do grupo de acesso para o grupo especial. As campeãs desfilavam ontem no Anhembi, e a gente nem podia imaginar que meu pai estaria por lá.
A alegria do samba mordeu meu pai de novo. Minha mãe, inconformada, ficava falando que ia falar um monte para ele. Eu só dava risada.
Duas ligações perdidas no meu celular. Meu pai também tentara avisar a filha, sabia que eu ficaria feliz. A transmissão da Band acabou sem mostrar meu pai, cortando o desfile da Camisa para passar o Jornal da Noite. Uma pena, queria ter visto seu Rubens na avenida.
Mandei uma mensagem para ele antes de dormir, dizendo que não o tinha visto. Ele me respondeu uma hora depois, dizendo que estava feliz, que tinha sido ótimo e que estava voltando para casa. O Carnaval acabou para seu Rubens, mas ele não deixou de vivê-lo.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Foi o que eu escolhi para mim
Um curso de inglês, conversação, para fazer voltar o conhecimento que se perdeu, mais de mil reais por mês. Um absurdo! Ela não quer que eles paguem tudo isso. Ela chega a se arrepender de ter feito a faculdade, que saiu umas cinquenta vezes mais caro do que o bendito curso. Sair do país para um intercâmbio? Dá até medo: se não voltar fluente, mais dinheiro jogado fora. E um mês perdido na busca por um emprego. É difícil essa vida de investimento futuro: eles investem, e se você não paga o pato, está dando prejuízo.
Não que eles cobrem o dinheiro gasto. Não, não cobram. Mas ela sente o peso da expectativa em seus ombros. Antigamente era assim, fazia-se uma faculdade e estava empregada. Hoje o mundo mudou. E por mais que ela tenha suas qualificações, está em casa. Sem rumo, e a beira do desespero.
O computador ajuda na caça às vagas, no envio de currículos, na busca por trabalhos freelancers. Ela não consegue segurar uma lágrima, que cai na letra J. J de Jornalismo. Foi o que eu escolhi para mim, e é o que eu vou fazer. Ou é pecado querer fazer o que gosta?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Mulher estranha, ridícula e maravilhosa
Ser mulher é ao mesmo tempo maravilhoso, estranho e ridículo. Nós, mulheres, menstruamos, e isso é estranho. E, por causa disso, sentimos cólicas e tonturas, por exemplo, além de ficar sangrando, o que é ridículo já que estamos muito bem de saúde. Só que podemos usar tudo isso como desculpa para não ter que fazer algo que não queremos, e isso é maravilhoso. Só não faça isos no seu primeiro ano de emprego, e nem todo santo mês ok?
Mulheres usam maquiagem, e assim podemos ficar maravilhosas, estranhas ou ridículas. Nós também vamos com uma certa frequência ao cabeleireiro, e ficamos por lá por tempo bem acima do aceitável pelos homens. Em duas horas no salão podemos ficar bem estranhas (quem já fez luzes sabe...ficar com aquele monte de papel alumínio na cabeça é dose...) e podemos sair de lá ridículas ou maravilhosas, depende do artista que deixamos colocar as mãos no nosso precioso cabelo.
Em pesquisas recentes também foi provado que nós estudamos mais do que os homens, o que é maravilhoso, só que continuamos ganhando menos do que eles para executar as mesmas tarefas, o que é bem ridículo. E tem gente que ainda acha estranho mulher caminhoneira, taxista, mecânica... Sou partidária do ditado que diz "nós fazemos tudo que os homens fazem, e em cima do salto".
Bom, todo esse momento de auto e geral exaltação da mulher na verdade é um chacoalhão em mim mesma. Eu deixei de ter a força que eu tinha, e percebi isso ontem. E quero voltar a tê-la. Escrever é o primeiro passo para encontrar a Carolina Mulher de Verdade perdida dentro de mim. Estou apenas começando...
"Nada lhe pertence mais do que os seus sonhos"
Nietzsche
segunda-feira, 7 de março de 2011
Carolvalesca
No entanto, não me imagino desfilando em uma escola, em cima de um carro alegórico e com uma roupa menor que as que eu uso para ir à praia. Um dia gostaria de assistir ao desfile ao vivo, e neste ponto (talvez somente neste) deixo-me ser mais carioca que paulista. Queria ver o Carnaval na Sapucaí, queria ver o desfile da Beija-Flor, queria cantar até perder a voz.
Samba é um ritmo delicioso. Pagode, para mim, é detestável, mas samba é tudo de bom. É brasileiro, fruto de misturas, como cada um de nós. Tenho para mim que não existe brasileiro imune a esse ritmo. Pode ser gótico, punk, emepebista, funkeiro, o que for. E pode até não saber sambar. Levante seus indicadores para o céu, mexa seus pés ao ritmo da música e considere-se contagiado.
Já vivi vários carnavais, bem diversos. Já comecei o feriado sabendo cantar metade dos enredos de todas as escolas. Já viajei de sexta-feira a noite e fiquei horas na estrada. Já aprendi e viajei no sábado de manhã, ainda curtindo os samba-enredos. Já me perguntei porque eles tem títulos de pelo menos duas linhas. Já viajei para retiro espiritual. Já trabalhei todos os dias e folguei na quinta-feira, quando a festa acabou. Já morguei em casa o feriado inteiro, ficando deprimidíssima quando a apuração acabou. Já xinguei nota baixa para a Beija-Flor. Já comemorei cada 10 que receberam.
Enfim, esse é o meu Carnaval. Uma festa que para o país, que continua começando a trabalhar só depois que da quarta-feira de cinzas. E o seu Carnaval, como costuma ser?
Liberando minha criatividade
Antes de dormir, momento que separo para colocar minhas ideias no lugar, percebi que estava cometendo um grande erro. Ideias não são feitas para serem colocadas no lugar, em caixas etiquetadas. Ideias existem para serem livres, saírem por aí fazendo a diferença. Não só na minha vida, mas na de qualquer pessoa.
Confesso escrever este texto sem nenhuma pretensão, pela pura e simples vontade de brincar com as palavras. Contudo, se eu puder mudar a vida ou pelo menos fazer alguém pensar hoje com essas palavras, minha missão está cumprida. As letras se uniram compondo palavras e frases. Minha criatividade está a solta: cuidado.
PS: para ouvir e ver o clipe de Frozen, clique aqui.
domingo, 6 de março de 2011
Deu vontade de escrever...e só
Faz muito tempo que não atualizo este blog tão querido, e que para mim tem uma importância enorme. Deixei de lado por causa da falta de tempo, falta de assunto e, principalmente, falta de vergonha na cara. Afinal, muitas vezes eu fico na frente do computador conversando no MSN e nem penso em escrever aqui. Fico digitando letras que não permanecem, enquanto aqui posso imortalizá-las.
Só que há uma questão que não cala, uma conversa que tive uma vez. Disseram-me que não vale a pena escrever quando não se tem nada para dizer. Eu não tenho nada para dizer, e também não tenho mais o que fazer, mas não vou deixar de escrever por isso. A escrita é um excelente exercício, que precisamos praticar a cada dia. Escrever e ler.
E antes que o fluxo de consciência me leve para bem longe daqui, vou procurar um assunto para falar. Não porque seja preciso, afinal escrevi x parágrafos de absolutamente nada. Escrevi sobre o que estou pensando, e nesse momento minha mente relaxa embalada pelo samba do Carnaval. Carnaval de quem não samba, curtido em casa, na frente da TV. E antes que eu desembeste a falar de novo, criando alegorias que não precisam ser criadas (e só ligar a TV que você poderá admirar o mesmo que eu), vou embora. E não sei quando eu volto. Será que ainda hoje?
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Aviso de pausa
sábado, 6 de novembro de 2010
Roupa suja se lava em casa
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Queda de pressão
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Amiga em casa
Isso me deixou pensando um pouco... Ontem mesmo estava afundada em meu TCC (e me recuso a fazer isso agora...só mais meia hora, por favor...) e fui ver o que faltava para o relatório final. Agradecimentos. A quem agradecer pela realização do TCC, tirando o óbvio (Deus, meus pais, colegas de grupo)?
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Verdades, por Coronel Nascimento
A PM do Rio tem que acabar.
Se continuar do jeito que está, melhor deixar pra lá mesmo...
O voto é mercadoria mais valiosa da favela.
Essa nem precisa comentar...quer verdade maior?
Quando o arrego é nada o amor acaba.
Ótima...
Eu ajudaria a criar o monstro que ia me engolir.
Como o David me lembrou, Nascimento tranformou o BOPE em uma máquina de guerra...mesmo...
Nada é tão ruim que não possa piorar.
Máxima de Murphy...
Quando jornalista sente cheiro de furo, ninguém segura.
Deixa pra lá vai...
Para o povo, bandido bom é bandido morto.
Por que programas como o do Datena tem tanta audiência? E isso também aparece no filme!

Pobre Nascimento...também achei sacanagem
Esqueci de alguma? Quer relembrar alguma frase do primeiro filme? Comente!
sábado, 30 de outubro de 2010
Britney Spears

segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Ponto de apoio
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Manual prático do transporte coletivo lotado
1. Entenda que todos estão com pressa de chegar em casa.
2. Empurrar todo mundo para dentro do trem nem sempre significa que vai ter espaço para você lá dentro depois.
3. Lembre-se que há pessoas sentadas que lutaram e conseguiram seu metro quadrado de conforto. Por isso, não fique batendo bolsas ou apoiando as nádegas aonde ela está.
4. Ainda sobre o tema bolsas, se você quer que alguém segure sua bolsa, peça por favor. Se você acha errado estar sentado e uma pessoa parecendo que leva a casa nas mãos ficar em pé, ceda o lugar ou ofereça-se para segurar suas coisas. Se você é apenas uma pessoa folgada que acha que quanto mais você jogar sua bolsa na cara de alguém maior a chance da pessoa segurar todas as suas coisas, está redondamente enganado.
5. Acho que ninguém precisa dizer que ônibus/trem/metrô não são locais adequados para você tocar sua vuvuzela. Por mais patriota que você seja, as chances de você ouvir possibilidades de lugares para guardar sua corneta são bem grandes - e desagradáveis.
6. Se alguém puxar papo com você no coletivo, responda. Grandes amizades podem se formar em momentos de adversidade (ou você pode entrar em grandes roubadas também). Em dias de transporte lotado, puxe conversa. O ônibus/trem/metrô vai chegar mais rápido.
7. Lanche dentro do coletivo? Se estiver lotado, nem pensar em saborear aquele lanche de frango que você comprou na Luz. Pedaços embebidos em maionese podem cair em pessoas que nada tem a ver com a sua fome fora de hora.
8. Música. Tema polêmico dentro dos coletivos lotados. Se você gastou uma nota preta e comprou seu mais moderno MP357, encheu de pagode e forró, mas esqueceu os fones em casa, mantenha o aparelho desligado. Ninguém tem culpa do seu péssimo gosto musical (mas o conselho também vale para roqueiros, mpbeiros, popeiros, axézeiros, funkeiros...um fone de ouvido não é tão caro assim, poxa...)
9. Se você aderiu ao sedentarismo e vai esperar uma boa oportunidade de subir "aquela escada" pela opção rolante, parabéns! Mas saia da frente de quem prefere ir andando, ok?
10. Depois de um dia exaustivo, o que mais queremos é a nossa cama. O ombro do passageiro ao seu lado não é seu travesseiro, vale lembrar...
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Mago listrado
E não é porque a Copa é na África...
Enfim, antes que alguém me mande calar a boca, vou direto ao assunto (será que Galvão Bueno precisa de um blog para suas filosofias?): estamos felizes com a classificação da Eslováquia. Porque simplesmente amamos zebras.
Novamente não estou falando dos animais fofinhos que correm pelas savanas. Gostamos das zebras futebolísticas, de jogos ganhados de virada ou pelo time mais fraco. Se forem os dois, melhor. Nossa emoção vai a mil! O famoso "torço para quem está ganhando" perde o sentido.
Cena comum: jogo Eslováquia x Itália sendo assistido na empresa. Deveria ter uma centena de pessoas naquele espaço...e, sinceramente, só vi uma realmente torcendo para os azzurra. Todos queriam Eslováquia: gritavam, xingavam o juiz e vibraram com cada um dos gols que montou o placar que levou Canavarro e sua turma de volta para a casa.
Todos queriam a tal zebra. A mudança. Algo diferente para animar essa Copa de times tão iguais. Queremos mais jogos como esses, que nos façam passar nervoso! E não queremos que o Brasil precise virar uma zebra para recuperar sua auto-estima. Acho que nem preciso comentar sobre a partida de hoje...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Comboio de amizades
Devido a minha criação guarulhense, acho que tenho uma veia caipira saltada. E isso me faz gostar de uma boa prosa e - quer isso seja bom ou ruim - acreditar nas pessoas. Para vir ao trabalho, pego dois trens, dois metrôs e um ônibus intermunicipal. Uma viagem e tanto, que se tiver companhia se torna mais agradável, certo?
Pode ser que sim. Mas os homens ultimamente tem interpretado minha samaritanisse da Grande São Paulo como "ser fácil". Os três últimos caras que eu conheci na volta para casa foram super simpáticos comigo, mas me ligaram ou mandaram mensagens no dia seguinte com segundíssimas intenções. Caipira pira pora, porque foi confiar nos outros?
Que as verdadeiras amizades surgem na adversidade, todo mundo sabe. E, pelo menos na minha vida, não há momento mais adverso do que encarar uma lotação cheia parecendo uma sardinha enlatada. Foi em uma noite como essa (sim, noite, com pessoas suadas, pagode alto e tudo que você tem direito, afinal você está PAGANDO por isso...) que conheci Morena.
Até hoje não sei o verdadeiro nome de Morena, e a encontrei algumas vezes - novamente no ônibus ou na lotação - depois desse dia sardinhento. Ela também desconhece a minha graça, e me chama de Angelina. Colocou na cabeça que eu sou a cara da mulher do Brad Pitt e não há Cristo que há faça mudar de opinião. Melhor pra mim, que fico com a auto-estima lá em cima.
Enfim, acredito que de todas as minhas amizades de andanças, a mais sincera foi Morena. Confesso que passei muitos anos da minha vida achando que não podia confiar tanto nas mulheres: sou uma delas e sei que vivemos à base de fofoca e chocolate. Só que os últimos acontecimentos no transporte coletivo estão me fazendo mudar de opinião. Um viva às mulheres, que não pedem o seu telefone (nem ligam pra ter certeza de que é o seu número ou para saber se você está de bobeira em casa em um sábado à tarde), que não mandam SMS melosos dizendo que acordaram pensando em você e nem dizem o quanto você ficou linda em um vestido. Bom, essa elas até fazem de vez em quando...
P.S.: Olá! Se você é homem e me conheceu em qualquer uma das fases de transporte coletivo que eu percorro para chegar ao meu doce lar, tome este recado para você. Com um adendo: eu tenho namorado ok? Beijos e, se for pra me cantar porcamente, nem liga.

